tirei férias do wordpress, estou no blogger

6 jul

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www.onelessmargarita.blogspot.com

o maravilhoso guia das férias #4

5 jul

2 Broke Girls:

A série não é novidade e a primeira temporada até já acabou, mas vale a pena colocar 2 Broke Girls na lista do hedonismo televisionistíco das férias porque, francamente, a série é uma delícia.

Pra começar, a Kat Dennings é a coisa mais linda que apareceu na televisão nos últimos tempos e eu tenho The Ultimate Girl Crush™ nela. Ela não é super magra, ela tem a pele mais branquinha do mundo, uns olhões azuis e uma boca delícia, sem contar que ela tem aquele cabelão comprido e eu acho meninas morenas tudo de bom. Putz, meu lado sapatão aflorou aqui. Mas é isso. A Kat Dennings rocks my socks e isso já é motivo o suficiente pra ver a série.

Maaas, mesmo que você não jogue nesse time e não ache a Kat tudo de bom nessa vida, igual eu acho, a série ainda vale a pena porque é uma história bonitinha.

A Max é uma garçonente ranzinha (e babá pra cobrir o resto das despesas) que vive de insultar os clientes da lanchonete em que ela trabalha (uns hipsters do Williamsburg que curtem Arcade Fire e que fazem umas festas numas lavanderias). A Caroline aparece lá um dia, uma patricinha bem vestida que parece que acabou de sair de uma mansão feita de ouro e decorada com algodão doce. Claro que no começo a Max quer matar a Caroline. Claro que no final a Max acolhe a Caroline porque o pai dela foi preso por fraude e ela não sabe se virar na vida real.

É bobinho, sim. Mas é sempre legal ver uma história de duas garotas que são amigas – ainda mais depois de varios anos vendo a Blair e a Serena se apunhalando pelas costas.

E eles usam daquele artifício batido mas que funciona muito bem na série: usar a cidade de Nova York não apenas como cenário mas como personagem da série. E que jogue a primeira pedra quem não sonha em acordar todo dia e andar entre casinhas marrons com escadinhas na porta, assinalar pra um taxi amarelo e gritar com um turista na rua. Nós todas crescemos querendo comer croissant na frente da Tiffany’s, querendo dar um beijo apaixonado no meio da ponte do Brooklyn ou sair girando com as mão para o alto no meio da Quinta Avenida com as mãos cheias de sacolas de grife, sabe? Esse é, ou já foi, o sonho de 9 a cada 10 meninas.

2 Broke Girls merece uma atenção especial. Sempre que eu vejo um episódio eu sinto vontade de largar tudo e fugir pro Brooklyn com 100 dólares no bolso e trabalhar numa espelunca só porque essas meninas são demais.

E, mais uma vez, mastigadinho, tá aqui o link pro torrent da primeira temporada completa!

o guia das férias em casa #3

4 jul

Don’t Trust the B—- in Apartment 23:

Pra começar, eu sempre amei a Krysten Ritter, apesar de ela só ter feito papéis pequenos na tv (inclusive um de melhor-amiga-da-semana da Rory Gilmore). Eu quase morri quando fiquei sabendo que ela ganhou um seriado só dela, e quase morri mais ainda quando lí a sinopse.

É mais ou menos assim: A Chloe (Krysten Ritter) é uma it girl que mora em Nova York e que vive de festas e encontros sociais duvidosos. Como eles dizem logo no primeiro episódio, ela tem “a moral de um pirata”, que na real quer dizer que ela é uma pilantra. Ela vive de dar golpe em menininhas inocentes que querem morar em Nova York e viver aquela vida glamurosa que a tv faz a gente querer também. Pra isso, ela usa um drink cor de rosa, uns sorrisos e da bizarra amizade que ela mantém com o James van der Beek – isso mesmo, o Dawson (que também não vale lá muita coisa..)!

A vítima da vez é a June, uma menina loirinha e bem intencionada vinda de sei-lá-onde, e que cai nesse conto do vigário aí da Chloe e repente a vida dela vira de cabeça pra baixo. Claro que elas acabam virando (meio que) amigas e vão morar juntas apesar da Chloe não ter um escrúpulo sequer dentro do seu organismo.

A série é nova e só tem 7 episódios até agora. É uma prima de 2 Broke Girls, mas sem as piadinhas batidas sobre os hipsters de Williamsburg. Não sei se tem futuro, e nem por quanto tempo o James van der Beek vai conseguir sustentar as piadinhas que sacaneam Dawson’s creek, mas é engraçado e dá pra ver rapidinho enquanto você tem que fazer uma horinha na sexta antes de ir encontrar os amigos.

E dica: pra quem tem um torrent client, só caçar nesse site aqui!

momento ‘querido diário’

3 jul

Acho que tudo começou aos 14 anos, quando eu furei a minha língua num super ato de rebeldia contra… err.. nem sei contra o que.
Uns anos depois, uns piercings a mais e outros a menos, resolvi alargar as minhas orelhas.
Uau! fazer dos meus pequeninos buraquinhos de brinco chocantes crateras de 10mm de diâmetro.
Depois disso, a primeira tatuagem, e a segunda, e a terceira.

Por muitos aos ouvi que eu nunca teria um emprego, que eu nunca seria levado a sério, que o jeito que eu tratava o meu corpo ia me deixar à margem da sociedade… Tudo aquilo que a gente já ouviu dos pais, avós, primos, uns colegas mala de classe.

Eu nunca me preocupei tanto com o futuro, eu tenho um pequeno desvio de personalidade que, muitas vezes, beira a inconsequência.
O primeiro problema que tive foi quando me candidatei a um trabalho temporário em um dos parques temáticos da Disney.
Parecia uma oportunidade incrível. Trabalhar muito, aprender a ser responsável e lidar com o próprio dinheiro, poder morar no parque mais legal do planeta terra…

O processo seletivo foi estranho. Eu não tinha muitas dúvidas de que conseguiria o emprego, tenho um domínio da língua inglesa melhor do que a maioria das pessoas que eu conheço mas acho que me faltou um preparo maior pra esse tipo de processo – a última entrevista era extremamente formal, algo que se esperaria de uma entrevista para um programa de trainee ou assistente do presidente da república.

Enfim, não consegui esse trabalho da Disney, apesar dos meus grandes esforços para minimizar o impacto da aparência agressiva dos meus alargadores e tatuagens. Mas toda essa movimentação fez a sementinha dentro de mim brotar, e o único plano que eu tinha em vista era morar fora por um tempo. Achei que estava passando da hora de realizar esse projeto que sempre tive, e todas as circunstâncias eram favoráveis: a faculdade era um saco, eu não estava envolvida num relacionamento sério que fosse sofrer as duras consequências da distância, e eu não tinha absolutamente a menor ideia do que eu gostaria de fazer com o resto da minha vida.

Não sei como a Holanda se encaixou nesse plano. Nunca foi um lugar que eu tive muito curiosidade acerca. Mas a língua era legal, a cultura parecia ser contrastante de um jeito assustador e bom. A ideia de ir pra um lugar tão pequeno e tão diferente, onde se fala uma língua completamente estranha me dava borboletinhas na barriga.

Eu não poderia ter feito uma escolha melhor, porque foi em Amsterdam que eu conheci várias pessoas que hoje têm um espaço enorme no meu coração. Eu nunca me senti tão livre para ser eu mesma, e depois de racionalizar isso eu resolvi colocar os meus alargadores – que adoro – de volta.

Saí de casa sozinha numa tarde qualquer com o objetivo único de colocar de novo meus alargadores e resgatar a Marcela que eu queria ser. Por acaso, neste dia, esbarrei com uma das minhas melhores amigas na rua. Vários conhecidos nossos estavam acampados no Occupy Amsterdam e a minha saída de casa, que era para ser breve e objetiva, se transformou numa tarde regada a vinho e risadas. E essa tarde acabou virando noite maluca em um bar muito pequeno, onde estavam presentes cerca de 200 mulheres e 4 homens. Um deles era o Ed, the Editor.

Ed, the Editor, foi a melhor surpresa daquele dia e, definitivamente, uma das melhores surpresas do ano – e olha que foi um senhor ano no quesito novidades. Nas poucas semanas que convivemos, Edward conseguiu trazer à tona o melhor de mim. É difícil cruzar o nossos caminhos com pessoas que sejam tão boas e bem intencionadas, positivas e entusiasmadas com a vida. E eu, desconfiada e pessimista que sou, só posso me beneficiar de pessoas tão especiais assim.

Pode parecer bobo e um pouco superticioso, mas acho que foi muito especial tê-lo conhecido justo num dia em que eu estava obstinada a resgatar a Marcela que eu queria ser.

Até hoje eu adorno as minhas orelhinhas com os alargadores que comprei aquele dia, e não é com pouca frequência que eu me olho no espelho e eles me lembram de todas as coisas importantes que eu aprendi a partir daquele dia, durante o meu breve porém incrível convívio com o Edward.

o guia das férias em casa #2

28 jun

Girls: 

Que a turma na casa dos vinte e poucos anos é a mais sofrida de todas, não é novidade pra ninguém. Poucas coisas são mais dolorosas do que ser um adulto e não se sentir como ‘gente grande’. E daí você tem essas 4 personagens esquisitíssimas, que não têm a menor idéia do que estão fazendo com as suas vidas mas estão tentando descobrir entre um vacilo e outro.

A série começa mostrando muito o ponto de vista da Hannah, que é essa gordinha aí de cima. Ela é feia, usa umas roupas que dá vontade de botar fogo e não consegue ficar calada. Além de ser socialmente inepta.

A Hannah conheceu a Marnie na faculdade, se não me engano, e por algum motivo elas ainda são amigas e moram juntas. A Marnie é uma pessoa mais normal. Ela tem um pouquinho de síndrome de mãe e tenta cuidar de todo mundo, e ao mesmo tempo está tentando descobrir se casa ou compra um bicicleta.

A Shoshanna só não é mais bizarra que a Hannah. Eu não tenho a menor ideia do que ela faz da vida, mas ela mora num apartamento lindo que ela estragou com um poster de Sex and he City, e lá ela abrigou a prima dela, a pessoa mais cool do mundo e uma sósia 70% mais cheinha das gêmeas Olsen, que acabou de chegar da Europa.

Essa é a Jessa, a clone da Mary-Kate Olsen que não consegue fazer planos de médio ou longo prazo mas é a única dessa série que parece que consegue se divertir um pouco. Claro que ela não tem dinheiro, nem namorado, nem um emprego estável.

Gostei muito da heterogenia das personagens, gostei também da trilha sonora e das referências. É fofo e eu consigo me imaginar sentada no chão do banheiro da casa de uma delas, fumando um cigarro, pintando as unhas e falando obscenidades.

o guia das férias em casa #1

27 jun

Eu adoro as férias do meio do ano porque eu nunca viajo, e sempre tenho uma desculpa pra ficar curtindo a minha casa vendo seriados ruins/bons. E eu gosto MUITO de ficar curtindo a minha casa vendo uns seriados ruins/bons. Resolvi, então, compartilhar aqui umas dicas de ouro pra vocês que estão aí coçando o saco em vez de estarem se debulhando em lágrimas vendo essas pérolas que a tv trouxe pra gente. De nada!

Awkward:

A internet parece estar cheia de gente indignada com o rumo que a MTV tomou nos últimos anos. Olha, eu acho que a internet chegou a MTV teve que se virar, e acho que ela se virou muito bem. Me chamem de adolescente tardia mas eu adoro 16 and Pregnant, Teen Mom, My Life as Liz, e qualquer outro programa adolescente com uma temática atual esquisita e uma edição boa que me faz chorar jujubas enquanto eu como pão de queijo e bebo coca-cola debaixo de um cobertor.

A Jenna é uma menina como eu e você. Ela não é a garota mais linda/gata/genial/produzida do universo, mas ela é bonitinha, e engraçada, e se vira muito bem.

E eu gosto muito dela porque ela tem um blog tipo o meu, que ninguém, além das amigas dela, lê.

Na escola, ela tem que lidar com umas escrotas que se acham especiais porque usam um lacinho na cabeça e compensam com maquiagem o fato de não terem um cérebro…

…mas ela tem uma boa equipe de apoio: essas duas menina são meio esquisitas, não usam lacinho na cabeça e nem saem intimidando todo mundo pela frente, mas são as melhores amigas da Jenna e elas têm seus momentos.

Mas o que acontece nessa série é que a Jenna sofreu um acidente em casa, que todo mundo concluiu que foi uma tentativa de suicídio, e de um dia pro outro todo mundo começou a prestar atenção nela, e é a partir daí que a trama se desenrola.

Comecei a ver ontem e já estou no sétimo episódio (acho que essa temporada tem 12).

Recomendo pra quem quer fugir da realidade, rir do seu eu-adolescente e morrer de inveja do cabelo da Jenna. E pra quem usa torrent, fica aqui uma dica!

4 estações, oh wait

20 jun

Eu sempre senti uma certa angústia por morar num lugar onde o clima não varia muito.Sempre fui também muito sensível a qualquer tipo de mudança climática. Em abril eu sinto com intensidade a chegada da brisa fresquinha do outono acompanhada de um céu azul sem nuvens, em julho eu ganho um ânimo diferente nas noites mais frias e gosto de celebrar sentada em bares com mesinhas na calçada, curtindo um friozinho. Em novembro eu tenho vontade de morrer com a primeira chuva de verão, quando a cidada fica meio alagada e não dá pra sair de casa sem sapatos resistentes e uma sombrinha gigante. Entre dezembro e janeiro, eu fico absolutamente mal humorada e anti social, não gosto nem um pouco de só poder sair de casa depois das 20h para evitar o sol cáustico desse verão brasileiro.

Hoje, no hemisfério norte, as pessoas estão comemorando o solstício de verão e eu estou um pouquinho verde de inveja. Realmente, quando você passa alguns meses num inverno um pouco rigoroso, sem poder sair de casa com 3 ou 4 camadas de roupa mais uns acessórios ridículos e sem poder tomar um drink do lado de fora de um bar sem congelar, o melhor a fazer é sair de casa e saudar o sol, cumprimentar o verão e celebrar usando umas roupas bem coloridas e curtas. Aqui, a chegada do verão, para mim, é uma época penosa e chata.

Não sei qual o objetivo desse desabafo. Acho que acordei com saudades da Holanda. Acho que queria morar num lugar onde a mudança do tempo é um pouco mais visível, onde os dias são diferentes uns dos outros, onde não faz calor e sol 365 dias por ano.

Essas fotos são do verão na Europa ano passado. Foram poucos os dias de sol mas eu aproveitei eles de montão!